domingo, 25 de março de 2012

O Ultimo Adeus

   Eram 19:30, eu estava a preparar-me para sair com os amigos, ouvi ao longe o som das sirenes, aquele barulho irritante que se aproximava cada vez mais, espreitei pela janela e fez-se o silêncio, nada vi, mas sentia que algo estava errado. sem dar muita importância continuei a escolher a roupa e quando terminei a curiosidade falou mais alto, afastei o cortinado e voltei a espreitar pela janela, o que vi não me agradou, os carros paravam e as pessoas corriam para o outro lado da rua. Resolvi então sair para ir espreitar o que se passava, quando cheguei ao portão alguém me disse que  tinha havido um acidente, fui até lá, as pessoas iam-se juntando à volta do carro, uma multidão imensa de gente que queria chegar perto e ver o acidentado.
  Furei pela multidão e cheguei perto do rapaz que estava deitado no chão, os meus olhos pararam e o meu coração não queria acreditar... Não podia ser.... Não...Não...Imposivel. Todo o meu corpo tremia, fixei o olhar naquele corpo sem vida e lá estava ele... o meu melhor amigo, daquele chão de terra, os seus olhos abertos sem brilho...
  Alguém me agarrou e me afastou daquele lugar,  os bombeiros tentavam em vão devolver-lhe a vida, mas já nada poderia ser feito... Enquanto os meus olhos se afogavam nas próprias lágrimas, eu via ao longe a ambulância a afastar-se. Voltei para casa e tentei acalmar a minha angustia, mas o negro vazio da dor invadia cada pedaço do meu ser.
  Tranquei-me em casa e só voltei a sair no dia do funeral...
  Nesse dia  mal tive coragem de ver o caixão, lá dentro encontrava-se o corpo de alguém que fazia parte de mim, da minha vida... ao ver aquele caixão ser  colocado na terra só pensava no quanto a vida era injusta, tentava encontrar uma explicação lógica, mas já nada fazia sentido.
  No dia seguinte tentei voltar ao local do acidente, mas os meus pés sempre me levavam para outros caminhos. Durante vários dias só a solidão me acompanhava, os pensamento eram feitos à volta de tudo o que ficara por dizer, finalmente tomei coragem, e fui até ao local do trágico acidente, precisava de falar, mesmo sabendo que o meu amigo não estaria mais lá. Quando lá cheguei, recordei o seu rosto, o seu sorriso, o seu olhar e a maneira como ele me tratava... falei tudo o que nunca tinha dito,pedi desculpa por alguns erros e deixei que os meus lábio transformassem em palavras o que o meu coração sentia, no fundo eu sabia que de alguma forma ele me iria ouvir. Depois de muito falar, preparei-me para voltar para casa e fiz um ultimo pedido: -NUNCA TE ESQUEÇAS DE MIM!  Nesse momento todo o meu corpo se arrepiou, e eu senti o calor do seu abraço me envolver, depois o toque da sua mão na  minha, nunca tinha sentido algo tão forte e assustador, sentia o medo percorrer as minhas veias mas ao mesmo tempo sentia-me protegida por aquele estranho abraço. Fiz de volta o caminho até casa, sempre envolvida por aquela companhia. Ao chegar à porta de casa despedi-me e aquele suave abraço me abandonou lentamente... Sorri e pensei.... aquele foi o abraço que a morte nos roubou, mas mesmo em mundo separados nós podemos nos despedir uma ultima vez.




Night Angel

sábado, 24 de março de 2012

Visita Sombria

À primeira vista, ate parece uma situação normal, mas será que é mesmo? Quantas vezes ouvimos os cães a ladrar? A meio da noite, então? E apanharmos um susto de morte? Fechar-mos os olhos, contarmos ate 5 e depois virarmos costas e ir embora? Pois acredito que possivelmente já aconteceu a ti, igual, parecido ou assim assim. Deixem-me lá contar então...

Certa noite ou melhor, madrugada. Os cães aqui de casa ladravam ate mais não. Mas era um ladrar incomodativo, bastante até, porque sinceramente, eu? Levantar-me da cama? Com o frio que estava? Fora de questão completamente, mas nesta noite não, os cães ladravam mesmo, um ladrar aflito, como se algo de mal se passasse. e eu? a corajosa ou a idiota mesmo, levantei-me da cama e fui ver o que se passava. Abri a porta, por norma quando faço isso eles calam-se, mas naquela noite não, eles ladravam dentro da barraca, assustados. Isto quando chego perto do pilar aqui no quintal, algo faz disparar o meu coração, estão a ver aquela sensação de que vos estão a observar? Aquela sensação, como se estivessem a puxar a nossa atenção para determinado sitio? E assim foi, algo fez com que eu olhasse para o meio das laranjeiras, e nisto....... soa as badalados do relógio,bong bong bong, na casa ao lado da minha, ao mesmo tempo que eu vejo... um volto no meio das laranjeiras, encostado ao muro. Senti frio e calor ao mesmo tempo, medo e incredibilidade, fechei os olhos e não me mexi mais, contei até cinco, virei as costas e entrei em casa. Os cães não ladraram mais, mas o medo continuava comigo, senti o meu corpo completamente gelado, o meu reflexo no espelho era mais branco que a cal da parede....

O mais estranho... é que ninguém ouviu os cães a ladrar, a não ser eu...





Dark Soul Lili

O Fantasma

A história de hoje é daquelas que nos arrepia até a alma..... nos últimos dias o tema de conversa entre mim e a minha cunhada tem sido sobre fantasmas.... Todas as noites damos as nossas caminhadas por esta pacata terrinha falamos sobre essas almas perdidas que vagueiam por este mundo..... Eu pessoalmente acredito, mas nunca vi nenhum!!! Até aqui tudo normal, mas quando numa noite o anel da minha cunhada simplesmente desaparece das suas mãos, ai sim.... já dá para tremer e pensar no que será que se passa..... mas depois pensei... Calminha o anel provavelmente escorregou e vocês com a conversa nem perceberam.... Mas para completar a minha historia de fantasmas, hoje uma amiga ligou-me, daquelas amigas que nós conhecemos melhor que ninguém, só pelo telefone dava para perceber que ela tremia, começou o telefon-ma e pedir desculpa por estar a ligar para  mim, mas sabia que eu a iria ouvir... e então com a voz a tremer ela me contou:

"Epah estou arrepiada até agora, olha lembraste de eu te falar que tinha morrido uma rapariga aqui ao perto da minha casa? pois, então não é que eu vou a passar no sitio onde ela morreu e o que é que eu vejo? um gato normalíssimo SENTADO exactamente no sitio onde a rapariga estava morta! o gato estava de cabeça baixa como se estivesse a chorar!!!! epah fiquei parva a serio, eu primeiro passei e não liguei mas depois tive de voltar para trás para confirmar aquilo que vi, e não é que o gato olha para mim, bué fixo, e depois volta a olhar para baixo!!!!! epahhhhh tou toda arrepiada com isto meu, e faz hoje 3 semanas que a rapariga faleceu!!!! O que é que o gato estava ali a fazer, é que ele estava mesmo no sitio onde ela ficou depois de ser cuspida da mota!!!!  desculpa estar a dizer isto mas tinha de dizer a alguém!!!! "

E assim termina a minha história de fantasmas.... dizem que quando alguém morre vagueia no mundo durante um dia e uma noite, para resolver os problemas pendentes, mas este gatinho é muito estranho... O Certo é que eu também estou toda arrepiada e a única coisa que consegui responder à minha amiga foi.... Que cena marada!!               

                                                                                                                           Night Angel